Torturas e súplicas angelicais

Amargo sentido incrédulo motivado por mim

Que via no silêncio a paz de uma espera serena

E afastava o afago dos beijos, tortura sem fim

Fomento efêmero de sentidos perdidos na pena

Que não me deixava impune do tal querubim

Anjo torto, canhoto e cambeta, e alma pequena!

Poupe ao menos o poeta de sua mira tão ruim

Já que não aprecia a leitura de tantos dilemas

Que se parecem ubíquos e me torturam assim

Insano, incrédulo e decido a atenuar o problema

De sofrimentos clandestinos abstraídos no fim.

Bruno Barbosa de Alencar 06/06/2009 15:56

FP0191_AM

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