Súplica de um suplício

Oh! Poesia, deixe livre este corpo!

Já não precisa mais deste cavalo

Que tropeça e nem consegue trotar

Deste corpo, a matéria emprestada

A alma já galopa sozinha e distante.

Deixe meu coração gélido e pétreo!

Tantos sentimentos inoportunos

Fizeram na rima, um soneto feliz

Até a penumbra detonar o sentido.

Bem aventurados, os impassíveis!

Chega de tanta ilusão profana!

Afaste este calor do meu peito!

Permita-me uma noite de sono!

Ser comum sem me arrepender!

São tantas incertezas da alma!

Tire-me a emoção de escrever

Devolva-me a calmaria do ser

Nem vou reclamar ou beber

Especular, profanar ou mal dizer

Não preciso de amor, mas quero  viver!

Bruno Barbosa de Alencar  10/03/10 21:42

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