Síndrome de Ícaro
Depois de tantos confetes e serpentinas
Aquele salão vazio sente ainda o balançar
Do fim de carnaval sempre sem Colombina
Nem águas de março conseguem inspirar
Um poeta enfadado que não rejeita sua sina.
São tantas pernas, bocas, seios, sol e mar
Mas não esquece a antiga saudade repentina
Que voltou do norte com o brilho no olhar
Com a dança nos lábios e no ventre, a menina
Envolvendo os sentidos do corpo sem titubear
Entrego-me como carta ao pombo-correio da vida
Sem destino ou consentimento me atrevo a voar.
Bruno Barbosa de Alencar 11/04/2009 09:23
