Quimeras de uma paixão
Devaneios tolos a sustentar minh`alma
Inúteis relutam por um bem comum
Têmis me acorda, e clama por calma
Como posso contudo ser “um”?
Se o que me despe e o que me falta
É apenas um beijo, e assim dizer “uhm”!
Seus olhos que a todos espantam
Não menos me encantam e me fazem tecer
Uma imagem, miragem de ti tão formal
Em forma tão bela, tal musa do Ser
Se as palavras ganham poesia
E evocam alegria, o que posso fazer?
Talvez apenas por um dia esperar
E, quem sabe, assim evocar
Os deuses do Olimpo, não sei…
Se de tantas quimeras usadas
As frases veladas não são deportadas
E mesmo assim necessitam viver,
Pelo menos tais frases me tornam
Por momentos imortal, alma pura do Ser
Meu coração que em vida se nutre da sazonalidade
Remete sua grandeza em busca da posteridade
Me transforma em cigano errante que acredita no não
Agora, feliz não resiste ao toque da sua eterna paixão!
Bruno Barbosa de Alencar ( -1999 A.C. )
rosa disse
Coração aberto não tem camuflagem. O que é sazonal , às vezes vale uma vida completa de uma musculatura esquelética miocárdica, com stent farmacológico, RVM e tudo o mais.
Esse muscúlo estriado pulsa na velocidade de uma vida verdadeira e plena, que não precisa de subterfúgios para se alimentar de vida, quimeras, ou até mesmo ceticismo desconfiado ou do que vem da verdadeira musculatura da vida, que é o que realmente somos e sempre seremos: Alma e Coração.
bbalencar disse
É, a fisiologia, a anatomia, as intervenções são como sementes e frutos. Nascemos, sementes, com nossos potenciais, e com o passar do tempo ou com as experiências as quais somos submetidos ou abstraímos essa característica de nossa formação gênica ou expressamos e até algumas vezes superexpressamos características que podem ser boas ou ruins…
Nesse caso, coração aberto talvez não seja tão ruim, mas muito exposto para meu gosto.
Beijo e obrigado pela visita.
Fla disse
Lindo!!