Projetos Estilhaçados

 Ando a equilibrar todos meus projetos
Que são cristais raros loucos pra se partirem
Tende para cá e não volta a ficar tão reto
Estilhaça em pedaços miúdos, a minha vertigem

Tonto, não percebo minha derrota
Sangue colore o cenário que já era triste
Não perco o último gole da minha garganta
Agora, meu pé coleciona lesões cortantes
O álcool deixou-me embriagado
Nem serve pra limpar as minhas feridas
Queridas misturas na minha cabeça
Não grite, pois já é de madrugada!
Afago a minha insana lembrança.
Criança não sabe guardar segredo.
Sem medo, já pede outra garrafa
Só cacos, são todos aqui na sala!

E agora que a taça de vinho viu
Suas curvas todas dilaceradas
Mistura do vinho e vermelho vivo
Maluco, acabo perdendo o timbre

O rancor que motivou essa lambança
Não cansa e retorna à minha cabeça
Prefiro não ver tal represália
Projeto que não estorvou, sumiu…

Paródia de A rosa de Chico Buarque
Bruno Barbosa de Alencar 11/07/2008

 

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.