Primaveras da vida
Ao receber um raio de sol, o jardim teve um novo dilema
Trovoadas de rimas em prol da perfeita harmonia das cores
Transformando flores fecundas em jardim dos problemas
Relva e orvalho em simbiose daquela aquarela de amores
Insetos, pássaros, plantas ignoravam a condição dos predadores
Juntos apreciavam um cenário de cores e muitos outros valores
Hoje, é só gafanhoto, folhas serradas, secas e doentes
Plantas sem vida, raízes rompidas, queimadas freqüentes
Nessa terra de cinzas não floresce sequer um amor sem rancor
E o jardim de esperanças da aurora vida agora é graveto sem cor.
Bruno Barbosa de Alencar 01/12/2008 às 16:25