Poesia de emergência

 

 

Uma poesia se define  nos versos urgentes

Concatenando a essência da culpa sentida

Insana, eterna e serena, a morte recente

 

Leve a voar… A liberdade das perdas

Ainda pensando umas loucuras estranhas

Separando vogais em sopa de letras

Formando assim uma súplica que incomoda tanto ao pedir.

 

Pensamento em plantões de segunda e terça

Uma orquestra da vida, um desatino bandido.

Um dia regemos a alma e noutro aguardamos destino

De um agudo estridor numa dor sem sentido!

 

Abafando e cortando as entranhas sadias.

Esses versos imploram a emergência contínua

Ao chocar sem lograr o retorno da vida!

 

Bruno Barbosa Alencar 23/8/06 18:36

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