O amor prisioneiro II

 

Gestos e palavras truncadas

Olhares e toques evitados

Ânsia e desejos reprimidos

Coração em glória comprimido

 

Uma sentença indefinida

Um amor condenado

Por uma censura implícita

 

Eis que surge um álibi

Concedido pela felicidade

Que descobre o transcendental

No ardor da injustiça viril

 

E o AMOR venceu o cárcere

Metáfora clara da frenagem

Transformando o Amor em Liberdade

 

E ao sair desta prisão

O réu inocente se depara

Com outro Amor inesperado

E o Amor se emociona com este raro

E único sentimento do mundo!

 

Bruno Barbosa Alencar

 

2 Comentários »

  1. Raquel disse

    Sentimentos, sensações e desejos em forma de palavras..
    Algo difícil de ser feito..
    Para isso é preciso uma sensibilidade transparente, que tem a capacidade de imprimir em versos aquilo que está transbordando na alma..
    Realmente encantador!

  2. bbalencar disse

    Oi Raquel, este poema é bem antigo, mas várias pessoas preferem este estilo “simplista” de se escrever. Alguns, acham que sou um pouco pernóstico, beirando quase o hermeticismo. São críticas que são sempre muito bem recebidas por mim. Obrigado pelas palavras e volte sempre!
    Bruno

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