Narcolepsia
Narcolepsia
Um desespero se afoga na aflição
De tentar acordar do pesadelo em vão
Suor frio e lágrimas inundam o lençol
Deglutindo o ar engasgado no espasmo
Não se acorda impune da maldição de Orfeu
Quem um dia sem motivo da insônia vivida
Reclamou e hesitou em poesia sofrida
Agora nem se compara a este coma vigil!
Dois dias de pesadelos árduos e perversos
Que se tenta acordar e não se obtêm sucesso.
Vozes confundem minha calma onírica,
Alucinações experimentam minha mente sã torporosa
Sentindo um medo do mundo que não vivo agora
É como afogar-se na terra ou enterrar-se no mar
Não há quem explique este transe sentido
Os membros não obedecem não se move um cílio
Mas o coração disparado e o barulho ao redor são
Percepções que fazem tentar despertar deste mundo
Narcolepsia é viver enterrado por poucos segundos.
Bruno Barbosa de Alencar 23h41min do dia 08/03/08