Musas e amores imperfeitos
Oh grande fortuito, acalmando meu peito
Uma flecha certeira esquivou seu destino
Pois o brilho no olhar não é meu desatino
E nem tem meu penar companhia do leito
Quem se importa com o amor declamado?
Se ao tentar se envolver, tudo é convenção!
Tente ser racional ao sonhar com a ilusão
Da aurora da vida com coração inflamado.
O coração se separa do beijo ao tentar escolher
A virgem dos lábios de fel, rainha sem rei.
Valha-me a satisfação de plantar sem colher!
De encontrar no verso não o amor da loucura
Mas o ensandecido valor da eterna procura
De uma musa inspiradora, verdadeira ternura.
Bruno Barbosa Alencar 26/04/2006
Às 2:00