Insônia

Ando há anos a velar um tal sofrimento
Que confesso às estrelas em meu luto noturno
Uma fraqueza que extirpa o momento.
Não transborda, mas exala e me faz taciturno.

Constelação de idéias perdidas jogadas ao nada
Encontram perguntas e teorias em um soneto perfeito
E a noite arrancando-me sonhos na insônia safada.
Sorumbático,  permaneço sedento e deitado ao leito.

Chega de história! Levanta tua alma e saia da alcova!
Não perca teu sangue, ele já não percebe que jaz, procura tua cova.
Reluta e reaja, viver não importa! Mas desistir é tão ardiloso.

Reflita o desejo, padeça teu medo e não permita tua cresta
Viaje por ti e aproveita o frenesi que tua cara empresta.
Peça a Morfeu, às Deusas, um sonho perfeito e voluptuoso!

Às 2:45 do dia 29/06/2005
Bruno Barbosa de Alencar
(Primeiros SONETOS)

 

 

4 Comentários »

  1. angela disse

    SEUS VERSOS,EMBORA LINDOS TRANSPIRAM TRISTEZA.É UM BELO SONETO

  2. bbalencar disse

    é muito triste sofrer de insônia mamma mia!
    Bjo!

  3. Gisella de Carvalho Queluci disse

    É muito triste sofrer de insônia, principalmente quando uma pessoa está nos nossos pensamentos e nos resta acreditar e sonhar que o destino possa nos dar outra oportunidade de se conhecer. Saudades…

  4. Daisy Araujo disse

    Lá no fundo, essa saudade do não “vivido”, dói muito,e o poeta tem insonia!!!!!!!!!!!!!!Bjo.”Levanta da alcova”, meu lindo POETA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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