Dilúvio no Olimpo
Chega a um ponto de tanta revolta
Que travamos guerras sem volta
Guerras que molham com sangue
A vitória mal vista e infame.
Molhando com orgulho essa velha armadura
Jorrando a tortura de uma realidade imatura
Se antes meu sumo era a essência sentida
Agora, já sólido premedita minha partida.
Não se explica a razão da insegurança ofendida
Um passo sem volta, imprudente destino
As letras fazem caretas em meu sexto sentido
Com a incerteza de quem não está tão ferida.
Revoltada e injusta a debitar minhas perdas
Confundir o “Dom” com o que me foi concedido
É pecar sem pensar no castigo dos deuses
Que me fazem Pagão reconstruindo o destino
Refluindo sem o fluxo natural do querer
Corrompeu com palavras denegrindo meu ser
Que se encantava e queria entregar meu amor
Não acredita no amor fica assim com essa dor!
Agora o rio já corre da foz sem viver
A maior confluência que já se pode escrever
Justamente a jusante e não vai mais inspirar
O sentimento vivido pois soube assim provocar.
Bruno Barbosa Alencar 9/07/2008
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