A Ritalinda

A Rita entornou o meu chá de juízo

Devolvendo um pedaço do prejuízo.

A Rita gravou na aliança meu nome

Enganou o marido de forma infame

Dizendo que o nome era do protetor

Um santo despido de amor e pudor

Foram tantas estórias e crimes perfeitos

Que nunca pensaram que eu era suspeito

Mas sempre trocávamos olhares em vão

Que agora preciso de um novo quinhão

Para evitar a mesmice incoerente do sim.

Acordar sem alarme sem ressaca sem fim.

Rita de tantas, clandestinas idéias deturpadoras

Lina de poucos herdeiros mas tantos amores

Loucuras sóbrias, destemidas noites de estudo

É alívio do sono, insônia dos sóbrios sortudos

Amantes de uma constante variável,  a Rita,

Cantam verborrágicos ao meu violão, a Vida.

Bruno Barbosa de Alencar

Paródia de “ ARita” de Chico Buarque ( 24/06/2009)

pneruda

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